quarta-feira, 22 de julho de 2009

Zebrinha do Fantástico ainda é lembrada por fãs do programa

Uma zebrinha simpática anunciava os resultados da Loteria Esportiva. Quem acompanhou o Fantástico de 1973 até 1986 lembra do personagem que todo domingo abria o programa. Esse é o caso do internauta Cezar Dias, de Salvador(BA), que mandou um e-mail para a coluna ‘Emplacou’ querendo matar as saudades dessa atração do Show da Vida.

A ideia do boneco surgiu do então diretor da Central Globo de Produção, Mauro Borja Lopes, o Borjalo. O diretor de operações da Rede Globo na época, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, queria criar um símbolo para o quadro da Loteria Esportiva. Foi aí que Borjalo lembrou de uma história do técnico de futebol Gentil Cardoso.

Inesperada, Cardoso dizia ‘deu zebra’. A zebra é um animal que não existe no Jogo do Bicho. Pensei que poderia dar um bom mascote e fizemos o desenho”, disse Borjalo em uma entrevista ao Projeto Memória da Rede Globo.

O que pouca gente sabe é que a zebrinha não surgiu no Fantástico. O personagem estreou em 1972 nas edições de segunda-feira do Jornal Hoje. No mesmo ano, deu o ar da graça no Jornal Nacional. Só em agosto de 1973 passou para o Fantástico. Ficou tão popular que, no ano seguinte, recebeu o título de “Cidadã carioca”.

Substituição de última hora e cartolina desenhada

Como o quadro não era gravado, os erros muitas vezes eram inevitáveis. E a zebrinha acabou passando por alguns apuros. Certa vez, a dubladora que dava voz à zebrinha não conseguiu chegar a tempo na emissora.

“O programa ia começar e não tinha dublador. Tivemos que pegar o Luiz Carlos Walter, que na época era assistente, e pedir para ele afinar a voz”, lembra o coordenador de telejornais José Roberto dos Santos, que já foi assistente nos estúdios.

O boneco era desenhado sobre uma cartolina, que deixava um buraco para a língua e outro para os olhos. Os assistentes de estúdio eram responsáveis por dar movimento ao personagem.

“Na primeira versão da zebrinha, o mecanismo não funcionou. Tentei puxar com mais força e acabei estragando o boneco. Ficou sem olho e sem língua”, revela José Assis Silva, assistente de produção.

“Na época, quase todas as artes eram feitas com cartão. Não tinha essa tecnologia de hoje, cenário virtual, computadores, nada disso. Era estúdio feito à mão. Uma outra época da televisão”, acrescenta José Roberto.

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