quarta-feira, 22 de julho de 2009

Eclipse total do Sol deixa multidão extasiada na Ásia

Nas primeiras cidades onde o eclipse apareceu, no oeste da Índia, o Sol já nasceu encoberto pela Lua. Milhares de pessoas passaram a madrugada na beira do Rio Ganges, esperando a chegada do fenômeno, que é cheio de significados na religião hindu, a maior do país.

Um ritual com fogo tinha o objetivo de afastar possíveis males. Muitos aproveitam para tomar banho nas águas sagradas. Eles acreditam que é o melhor momento para se livrar das inpurezas. A corrida em direção ao rio para aproveitar os poucos minutos de eclipse provocou uma tragédia. Uma mulher morreu sufocada e quatro pessoas ficaram feridas.

Trinta astrônomos amadores pagaram US$ 1,5 mil para ver o fenômeno de um lugar privilegiado: a bordo de um avião que foi seguindo a sombra que a Lua provocou ao cobrir o Sol.

Na Tailândia, fieis acompanharam o fenômeno nos templos budistas. Os hindus rezaram no templo do deus da escuridão.

Nos países da Ásia - onde o tempo ajudou - multidões pararam para assistir ao espetáculo. No Vietnã, pode ser visto no reflexo na água. Nas Filipinas, surgiu em meio às nuvens.

Em Xangai, na China - lotada de turistas - apreensão. O céu estava encoberto. Mas na hora do eclipse, as nuvens se abriram e lá surgiu ele para alívio da multidão que ficou extasiada. Em Pequim, o eclipse foi parcial. O que mais se ouvia era "eu consegui ver".

A meteorologia dizia que não daria para ver nada em Tóquio. Na hora do eclipse, estava nublado. Mesmo assim, milhares de japoneses saíram às ruas para tentar enxergar alguma coisa. Por alguns segundos, conseguiram.

Atrás das nuvens, apareceu uma bola luminosa, parcialmente coberta pela Lua. Foi só o que deu para ver, mas será com certeza um momento inesquecível. A transmissão ao vivo - dos lugares onde não estava nublado - atraiu uma multidão. Fotos para mostrar e dizer "eu vi", mesmo que tenha sido por um telão. Um espetáculo como esse somente daqui a 123 anos.

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