Um personagem bem diferente. É assim que o ator Matheus Nachtergaele define seu personagem Tofano, um burguês traído pela mulher Monna (Deborah Secco) com o falso padre Masetto (Lázaro Ramos), em Decamerão - A Comédia do Sexo, série em quatro episódios, que estreia no dia 31 de julho, logo após o Globo Repórter, na Rede Globo.- Normalmente, eu seria escalado para fazer o papel do Calandrino (criado de Tofano). Dessa vez, eu estou na pele do burguês ridículo, não passo fome e, pelo contrário, meu personagem só pensa em dinheiro e é grosseiro com os criados. Ele é cheio de defeitos. Na verdade, a comédia é oriunda dos defeitos dos personagens. O personagem que passa fome é perdoado mais facilmente, um personagem como o Tofano causa o riso da desaprovação. É um papel riquíssimo - explica Matheus.
Durante a coletiva de lançamento da série, ele revelou que desde o início não lhe faltaram motivos para que ficasse fascinado pelo projeto:
- Fiquei muito feliz quando me chamaram para fazer. Eu adoro o Decamerão do Boccaccio, vi várias adaptações. Achei um desafio ter o texto todo dito em verso, o elenco é deslumbrante e é uma delícia ser dirigido pelo Jorge Furtado, que é um dos diretores mais doces com quem já estive. É um projeto que, de cara, me atraiu. E confesso que o quanto fizerem, o quanto eu quero estar presente.
Tofano é um cara rústico, que só pensa em terras e fortuna, não dá atenção para a mulher e é traído por ela. Matheus adianta que Tofano também terá uma jornada redentora no final de Decamerão:
- O bonito é que, com o passar do tempo, ele consegue entender que tem defeitos e a Monna (Deborah Secco) descobre que o ama. Então, eles acabam se acertando e ficam juntos.
TV com jeito de cinema
Para o ator, uma série composta por quatro episódios possibilita uma maior profundidade, tanto do ponto de vista temático, quanto do ponto de vista da produção, já que as filmagens levam um tempo parecido com as do cinema:
- Eu sempre dou prioridade aos trabalhos que possam ter uma elaboração maior. Em Decamerão, os ensaios foram longos e as filmagens foram feitas em película e com uma câmera só. Foram quatro semanas, uma semana para cada episódio, o que é bastante. Dentro do universo da televisão, isso é um privilégio. Acho que vai ser algo gostoso de se assisitir.
Matheus ressalta que num país como o Brasil, mostrar um trabalho elaborado é uma oportunidade importante:
- Há todo um tempo de elaboração e o espectador de TV merece isso. No Brasil, a maioria das pessoas só tem acesso a dramaturgia através da TV, por vários motivos. A televisão no Brasil é "o lugar" de se comunicar, quando o ator consegue fazer um trabalho mais bacana , ele se sente mais feliz - comemora.
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