Você sabia que Célio Moreira, irmão do apresentador Cid Moreira, era o “sombra”, locutor misterioso do Jornal de Vanguarda (1966)? Quando o locutor tinha que dar informações confidenciais em primeira mão, apenas sua silhueta aparecia. Não época, o Jornal de Vanguarda foi considerado um marco de criatividade e ousadia. O programa rompeu com a linguagem tradicional estabelecida pelos jornais da época ao imprimir um tom quase coloquial ao discurso de seus apresentadores. Além disso, abriu espaço na televisão brasileira para jornalistas da imprensa escrita, num período em que o telejornalismo era quase que exclusivamente realizado por profissionais vindos do rádio.
O humor e a irreverência foram outras inovações do jornal e estavam presentes nos desenhos de Millôr Fernandes, nas participações dos jornalistas irreverentes João Saldanha e Sérgio Porto e nos bonecos em movimento, caricaturas das personalidades em pauta no momento, sobretudo políticos, cujas vozes eram imitadas pelo próprio Célio Moreira.
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