sábado, 15 de maio de 2010

Manoel Carlos avalia Viver a Vida e ressalta seu papel social

O último capítulo de Viver a Vida, que terá mais de 1 hora de duração, foi ao ar nesta sexta, dia 14, às 20h55 e o site da Rede Globo bateu um papo com o autor da novela. Manoel Carlos avalia a trajetória de Viver a Vida e ressalta o seu papel social. Abaixo, confira o que Maneco disse sobre os destaques da trama e seus desfechos.

Como o senhor avalia este trabalho?
Manoel Carlos - Do ponto de vista da ficção, o trabalho foi todo excelente, mas eu destacaria o merchandising social. A importância que seu deu aos deficientes físicos e a inclusão deles todos através do personagem da Alinne Moares foi maravilhosa. Destacar alguém do elenco eu acho até injusto, porque vou acabar esquecendo alguém. É muita gente para destacar. Estamos muito felizes.

"O desfecho de Jorge com a Ariane eu fui cristalizando e examinando a ideia da metade da novela para cá".

Desde o início o senhor já tinha pensado em alguns desfechos?

Manoel Carlos -
Sim. Luciana e Miguel eu sabia que ficariam juntos, assim como tinha certeza que a Tereza e o Marcos voltariam, tanto é que a música tema da personagem da Lília já fala da questão da saudade e lembranças de um amor que não morreu. Eu também sabia que a Betina e o Gustavo não iam se separar e que nenhum dos dois ia concretizar o adultério. Mas, por exemplo, o Jorge com a Ariane fui cristalizando e examinando a ideia da metade da novela para cá.

É um costume
do senhor revelar atores novos em suas novelas...
Manoel Carlos -
Faço questão. A Adriana Birolli fazendo a irmã má, o Marcelo fazendo o Gustavo, a Paloma como Mia, você ver essa mulher maravilhosa que é a Patrícia, fazendo a Sílvia. Que atriz extraordinária. A Klara, então, um achado né? Incrível. E o Mário José? Só tinha feito pontinhas em algumas novelas e em Viver a Vida foi ficando, ganhando destaque e tomou conta. Eu dou muita importância a essas revelações. O Brasil é um país de grandes atores e atrizes, mas, às vezes, faltam oportunidades.

Existe alguma cena que te emocionou em especial?
Manoel Carlos - Todas as cenas ligadas à Alinne, a Luciana, me emocionaram muito. Aquele encontro do pai e da mãe com ela depois do acidente. A relação muito forte entre a mãe e ela. Todas as cenas eram muito fortes e muito emocionantes. Eu me comovo muito com as coisas.

Qual foi o grande trunfo de Viver a Vida?
Manoel Carlos - Acho que, como um todo, foi uma novela extremamente harmoniosa em termos de realização artística. A direção de elenco do Jayme e da equipe dele foi primorosíssima. Tiveram cenas incríveis de produção. Eu acho que é um conjunto de qualidades e pode até parecer pretensioso falar isso, mas é quase perfeito. Há uma unidade, um comportamento praticamente uno entre produção, direção e autoria. Eu destacaria a novela como um todo.

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