domingo, 28 de junho de 2009

'Ele gostava de ser tratado como criança'

Um jornal inglês publicou hoje uma entrevista bombástica com a babá dos três filhos de Michael jackson. Grace Rwaramba, nascida em Ruanda, contou detalhes dos 17 anos em que trabalhou para o astro.

Disse que ele era viciado em uma mistura de remédios e que, no dia seguinte à tragédia, a mãe de Michael ligou para saber onde o filho escondia dinheiro em casa.

Em Los Angeles, falamos com a cozinheira que era uma verdadeira babá para michael . Ela tratava o cantor como um bebê e contava historinhas para que ele comesse o prato inteiro. E o cantor já era um adulto.

Em uma casa branca, cheia de crianças, bem perto de Hollywood, vive uma brasileira de 84 anos que tinha lugar cativo no coração de Michael Jackson. Quando a nossa história começa, nos anos 80, ele ainda é um príncipe negro. E ela não é apenas uma cozinheira sorridente. Se Michael andava fraco e sem fome, virava quase uma mãe.

"Eu contava histórias para contar. Ele ria porque pensava que eu achava que ele era criança. Então, ele se fazia de criança e eu aproveitava para dizer que ele era o meu bebê. Eu dizia que ele tinha que comer comida, senão mamãe ficava muito triste. Ele ria e comia a comida", lembra dona Remy, que nasceu Raimunda Vila Real, em Curvelo, Minas Gerais. Ela foi para os Estados Unidos porque faz uma feijoada que ninguém imagina.

"Conheci ele porque ele não comia qualquer comida. Ele gostou da minha comidinha. Os pratos preferidos dele eram sandir e melancia. Ele amava melancia. Também fazia feijão preto, claro, com arroz. E ficava vigiando ele, contando história para ele comer sem perceber", conta dona Remy.

Depois que tomou conta do estômago de Michael, dona Remy arriscou até palpite em coreografia. "Eu disse que quando ele terminava 'She is out of my life' ficava silêncio. Disse para ele bater com o microfone, para as pessoas que estavam em silêncio, tremendo, prepararem o corpo para o grito ser bem alto.

Ele aceitou a dica. No outro dia, no primeiro concerto, ele se jogou, rolou no chão bonitinho, com uma expressão incrível. E quando chegou lá, disse meu nome, deu um grito como quem quis dizer que ia bater o microfone. Até eu pulei e por pouco não caí lá de cima", conta dona Remy.

Tão perto do artista, não teve como não perceber. "Não dava para ver a alegria dele porque a tristeza não permitia", diz.

Ao longo de quase duas décadas de convivência, a brasileira testemunhou como era frágil a saúde de Michael Jackson. "Ele não tinha forças nas pernas, estava muito fraquinho. Debilitado, sem alimento", diz ela.

A partir da casa onde vivia, o Fantástico refez um trajeto frequente do artista nos últimos meses de vida. São quatro quilômetros, cerca de dez minutos, até o comércio chique de Beverly Hills. Mas não era para fazer compras que ele deixava a segurança de sua casa.

Um mês antes de morrer, Michael foi ao cirurgião plástico. Na saída, muito tumulto. E um gesto carinhoso.

Quando não estava com o cirurgião plástico no Centro Médico Roxbury, Michael estava do outro lado da rua. No segundo andar fica a clínica do dermatologista que por muitos anos cuidou da delicada pele de Michael Jackson. E, embaixo, a farmácia, onde ele ficou devendo o equivalente a R$ 200 mil por causa dos gastos excessivos com o medicamento que pode ter sido a causa de sua morte. Mas a dívida foi paga, e Michael voltou a frequentar a farmácia.

Foi na clínica do dermatologista que ele conheceu a mãe de dois de seus filhos. Debbie Row era a enfermeira da clínica.

Em uma lanchonete que funciona embaixo do dermatologista, nos fundos da farmácia, encontramos uma brasileira que esteve muito perto de Michael.

"Acho que está para nascer uma pessoa igual. Não tinha maldade, era muito inocente, muito brincalhão, uma criança. Nunca ninguém entendeu ele".

Ela não quer aparecer porque corta o cabelo de celebridades e poderia perder os clientes. Mas conta como eram os cuidados com o cabelo de Michael.

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